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Prefeitos relatam falta de vacinas em diversas regiões do RS

Publicado em 06/05/2016, Por Assessoria de Imprensa

Governo federal tem dificuldade para suprir a alta demanda por medicamentos contra a gripe.

 

A chegada do frio no Rio Grande do Sul e a corrida da população aos postos de saúde em busca de vacinas contra a gripe aumenta a preocupação dos gestores públicos municipais. Conforme levantamento da Famurs, prefeitos de diversas regiões do Estado estão apreensivos com a falta de vacinas para prevenir o vírus Influenza, que provoca a gripe H1N1. De acordo com o coordenador da Comissão de Saúde da Federação e prefeito de Araricá, Sérgio Machado, a responsabilidade pela distribuição das doses pertence ao governo federal. "A alta demanda pelas vacinas contra a gripe afetou a distribuição dos medicamentos pelo Ministério da Saúde, que está tendo dificuldade em distribuir com agilidade as doses aos Estados", esclarece Machado, que também ocupa o cargo de 3º vice-presidente da entidade.

 

O problema atinge municípios de diversas regiões. A prefeitura de Campo Bom, no Vale dos Sinos, aplicou no último sábado as 6 mil doses de vacina contra H1N1 que recebeu do governo do Estado. "A semana inteira ficamos sem vacina. O problema é o mesmo nos outros municípios da região", lamenta o prefeito Faisal Karam. O município precisa de, pelo menos, mais 6 mil doses para imunizar todo o público-alvo. Em Porto Alegre, a prefeitura foi obrigada a interromper a campanha de vacinação por falta de doses. A situação se repete em várias cidades da Região Metropolitana.

 

Na região da Serra, o município de Bento Gonçalves está sem vacinas desde quarta-feira (4/5). Segundo o prefeito Guilherme Pasin, o estoque de 21 mil doses esgotou. Em Lagoa Vermelha, região nordeste do Estado, o secretário de Saúde Domingos Francescato alerta que faltarão de 3 a 4 mil doses na cidade em função da demanda elevada. Francescato afirma que todos os municípios da região enfrentam falta de vacina.

 

Na cidade de Osório, no litoral norte, mais de três mil pessoas ainda não foram vacinadas contra a gripe. O município espera que o Estado disponibilize um novo lote do produto. "A previsão de chegada das vacinas é amanhã a tarde. Retomaremos a vacinação a partir de segunda-feira", projeta o prefeito, Eduardo Abrahão.

 

No norte do Estado, os prefeitos têm reclamado da falta de vacinas, segundo o presidente da Associação de Municípios do Alto Uruguai (Amau), Lírio Zirichto. "A população está nos cobrando", avisou o prefeito de Três Arroios. Na região do Alto Jacuí, faltam doses para vacinar 25% das pessoas em grupo de risco, segundo o presidente da Associação dos Municípios (Amaja) e prefeito de Lagoa dos Três Cantos, Sérgio Lasch.

 

Na região central do Estado, o município de Vila Nova do Sul está sem vacinas desde sábado. A secretária de saúde do município, Letícia Andreazza, informou que os postos de saúde da cidade estão sem vacinas desde segunda-feira. "Todos os secretários de saúde da minha região estão indignados com a falta de vacina". O problema se repete em outras cidades da região como Santa Maria, São Sepé, Restinga Sêca e Júlio de Castilhos.

 

Na Fronteira Oeste, desde terça-feira (3/5), as 12 unidades de saúde de Alegrete não têm vacina contra o H1N1. "A gente tem procurado explicar a situação para a comunidade. A expectativa é retomar a vacinação na próxima segunda-feira", relata a secretária de Saúde, Adelina Tubino. Em Uruguaiana, faltam mais de 10 mil doses para garantir que os segmentos mais vulneráveis da população estejam protegidos da gripe.

 

 

Novas vacinas

 

A promessa é que o Estado forneça mais doses nos próximos dias. A Secretaria da Saúde do RS informa que deve receber um lote com mais de 830 mil doses ainda nesta quinta-feira (5/5), que serão distribuídos aos municípios até segunda. Atualmente, 72% do público-alvo já foi vacinado, segundo dados da Pasta.

 

 

Mortes por H1N1 no RS

 

De acordo com o último boletim da Secretaria de Saúde do RS, 23 óbitos por H1N1 já foram registrados no Estado. As ocorrências com morte aconteceram em Arroio do Sal, Brochier, Campo Bom, Carazinho, Caxias do Sul, Erechim, Flores da Cunha, Frederico Westphalen, Novo Hamburgo, Passo Fundo, Santa Rosa, Sapiranga, Tapera, Três Coroas, Tucunduva, Uruguaiana, Vacaria e Porto Alegre (6 falecimentos).


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