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Município decreta situação de emergência após chuva de granizo

Publicado em 01/09/2011, Por Assessoria de Imprensa

Os moradores ainda estarrecidos com os estragos provocados pelos fortes ventos e pelo granizo buscavam ajuda para refazer suas casas. Assim iniciou a semana para muitas famílias da área rural de Sananduva. Alguns minutos de fortes rajadas de vento, acompanhadas por chuva de granizo foram suficientes para causar destruição em algumas localidades do interior do Município durante a madrugada de segunda-feira (29). Telhados de residências, estábulos, aviários, pocilgas, pavilhões agrícolas e estabelecimentos comerciais foram afetados, além das lavouras de trigo, hortifrutigranjeiros e pastagens. A chuva de granizo foi tão intensa e devastadora que mesmo após horas era possível encontrar o gelo acumulado nas propriedades. Muitos proprietários, como o Sr. Gilmar Picinin, chegaram a guardar o gelo após o incidente, impressionados com o seu tamanho. Comunidades atingidas Segundo o Formulário de Avaliação de Danos, a situação de anormalidade registrou-se nas localidades de Bom Conselho, Lajeado Bonito, São Caetano, São Pedro, Guabiroba Alta, Guabiroba Média, Guabiroba Baixa, Tigre Alto, Tigre Baixo, Mão Curta, Vila Paraíso e Secção Picinin. Prejuízos De acordo com a Notificação Preliminar de Desastre, a estimativa de danos aponta cerca de 700 pessoas afetadas e 25 desalojadas. Foram atingidas aproximadamente 338 unidades rurais, compreendendo 140 residências, 70 estábulos, 20 aviários, 55 pocilgas, 50 pavilhões e 3 estabelecimentos comerciais. “Só em mercadorias a gente teve um prejuízo de R$ 20 mil, sem contar todo o estrago na parte elétrica”, conta a comerciante Carine Brezolin. Conforme o laudo emitido pela Emater de Sananduva, o vendaval e o granizo atingiram as lavouras de trigo causando danos significativos, cuja estimativa de perda é de 60%. As culturas de hortifrutigranjeiros também sofreram danos com estimativa de perdas superior a 85% da área atingida. Ainda, silagem, feno e rações danificadas nas propriedades, erosão no solo, queda na produção de leite e perdas em lavouras de aveia e pastagens. O sistema de transporte foi prejudicado e em alguns locais, as estradas, pontilhões e bueiros também ficaram comprometidos. Procedimentos adotados Algumas providências foram tomadas ainda na madrugada de segunda-feira. A Defesa Civil do Município prestou socorro aos atingidos disponibilizando lonas para as famílias que tiveram o telhado de suas casas perfurado pelo granizo. Iniciou no mesmo dia os levantamentos pela coordenadoria municipal de Defesa Civil, secretarias municipais de Assistência Social e Habitação, a fim de informar os prejuízos econômicos nas propriedades. Na tarde da segunda-feira, o coordenador do COMDEC – Comissão Municipal de Defesa Civil, Ronei Paulo Oliboni convocou os membros que compõe a Comissão para reunião extraordinária a fim de ensejar discussão a respeito dos dados obtidos ainda extra-oficialmente a respeito dos prejuízos materiais e econômicos nas áreas afetadas. A Comissão, diante dos fatos, decidiu sugerir à administração municipal a decretação de situação de emergência. Diante da preocupação do Executivo Municipal, o prefeito Antonio Roberto Caldato, resolveu acatar a sugestão do COMDEC, determinando aos órgãos da administração para que procedam a edição dos atos oficiais necessários à formalização de documentos de competência do Município e encaminhamento aos órgãos pertinentes das esferas regionais e estaduais. Situação de Emergência Considerando que o desastre natural atingiu residências do meio rural e instalações de atividades relacionadas a agricultura, avicultura, bacia leiteira, pecuária e suinocultura, através de Decreto Municipal, o chefe do Executivo Antonio Roberto Caldato declarou Situação de Emergência em parte da área rural de Sananduva afetada pelo granizo e pelas fortes chuvas. Com o Decreto, confirma-se a mobilização do Sistema Nacional de Defesa Civil, no âmbito do Município, sob a coordenação do COMDEC e autoriza-se o desencadeamento do Plano Emergencial de Resposta aos Desastres, após adaptado à situação real de desastre, cuja estimativa seja de aproximadamente R$ 10 milhões.

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